quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Retrospectiva - as fotos (1)

Créditos das fotos: Eu

Quando? 5 de janeiro

Onde? Cemitério São João Batista

O quê? Túmulo de Cazuza

E...? Eu achei lindo! O cemitério é enorme e cheio de túmulos interessantes. A vizinhança de Cazuza conta com nome ilustres. Abaixo: Santos Dumont, Carmen Miranda, Francisco Alves e Clara Nunes.



Acima, o túmulo de Tom Jobim, que completaria 80 anos de vida no último dia 25 de janeiro.


Abaixo, detalhe do túmulo de Cazuza.

De volta - e o balanço...

Estava lendo os antigos posts agora e achei que deveria me redimir. Se eu tenho consciência, como (futura) jornalista, de que as palavras têm uma força até sobrenatural, com o perdão pelo exagero, registro que falhei na descrição dos últimos 27 dias. Sugiro-nos, então, um breve balanço do que vi, vivi e senti...

O Lugar: O Rio pareceu-me talhado ao bom humor do Criador. Se esses dias me devolveram a crença nas coisas que não vejo ou compreendo, posso assim descrever seus morros de pedras decoradas de pontos verdes que se deixam ver de longe, sob um sol impiedoso, que transpassa o céu nublado e ilumina tudo. Das favelas que engolem parte da cidade, a areia clara que margeia o mar gelado, à energia que toca e transforma tudo - e todos.
As esquinas cariocas abrigam teatros e museus que completam a beleza natural do lugar. Eu, como se quisesse ainda mais, passeava em companhia dos meus cds preferidos. E foram muitas as horas de contemplação silenciosa. Era tudo exatamente como imaginei; infinitamente bonito, tal qual as notas da Bossa Nova.
A solidão dos dias de Rio foi muito bem acompanhada por pensamentos, paisagens e música.

O Albergue: Desde que cheguei, hoje pela manhã, foi isso o que mais gerou perguntas. Como é a experiência de dividir espaço e tempo com pessoas de todos os tipos e idiomas? Bem, no começo o excesso de gente e a falta de privacidade incomoda um pouco. Depois, o falar de sotaques e línguas diferentes e as narrativas vidas completamentes diferentes e inimagináveis torna-se algo mágico. O mundo cabe inteiro ali.

A entrevista: Eu cheguei no prédio da SVC (Sociedade Viva Cazuza) com meia hora de antecedência. Quem me recebe é uma das crianças atendidas pela ONG (lembre-se que todas elas são HIV positivo). Havia uma outra entrevista marcada para antes da minha, então sentei-me no pátio com a pequena anfitriã da casa - o que me fez relaxar, já que estava com as mãos geladas e um nó me apertava a garganta. Filipe me disse que nós nunca estamos preparados para atingir objetivos, então momento de conquista parece incomodar um pouco. Acho que era isso.
Passados 40 minutos, a secretária, Aline, veio me chamar. Acho que nunca mais me esquecerei do momento em que ela abriu a porta e Dona Lucinha Araujo, mãe de Cazuza, veio me receber. Cordial, de fala clara e raciocínio rápido, proprios dos que muito bem conhecem o assunto, ela deixou que a minha mínima experiência com entrevistas desse o rumo à nossa conversa. Gaguejei e tentei ser o mais profissional possível.
A opinião dela sobre o caso da Veja me deu gás para começar a parte, digamos, burocrática da coisa. Depois da minha descrição "científica" do fato, ela me disponibilzou o material arquivado sobre Cazuza desde 1980. Pediu que Dona Clarinha (olha a intimidade), sua irmã mais velha e coordenadora do Projeto Viva Cazuza, me acompanhasse até a sala onde são guardados troféus, fotos, objetos pessoais e todo material sobre a vida e obra de Cazuza.
Não preciso nem dizer que fiquei um tempo meio boba. Alguém que é muito fã de um artista deve ficar assim quando o vê, mas como para mim isso não é possivel, me contento com essas coisas.
Em suma, depois desse dia da entrevista, numa quarta-feira, 17 de janeiro, voltei na segunda da semana seguinte, quando pude vasculhar todo o arquivo do projeto. Foi uma tarde maravilhosa na companhia de Dona Clarinha, que achava graça na minha cara olhando tudo aquilo. Antes de vir embora, ainda passei lá pela terceira vez para agradecer à Dona Lucinha pela entrevista e para comprar camisetas da SVC.
Voltei com meus livros autografados, uma entrevista razoavelmente bem feita e uma alegria impossível de ser descrita.

As pessoas: Suiço, alemã, argentinos, ingleses, canadenses, israelense e chilenos. Mineiro, pernambucanos, gaúchos, alagoano, cariocas, paulista e baiana. Gente de todo tipo de juízo, de todas as cores, sotaques e idiomas. Houve os que passaram anônimos por mim, outros que contribuiram para transformar esse em um tempo agradabilíssimo e ainda aqueles que viraram amigos e pessoas que eu não vou esquecer nunca mais.

Ok, chega. Postarei algumas fotos para finalizar esse blog.
No mais, fica uma excelente sensação de dever cumprido, de festa bem aproveitada, de alegria por estar em casa e uma saudade imensa do Rio!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

As pantufas do Museu Imperial

Aproveitando o bom tempo que tem feito em terras cariocas, fui para Petropolis. Nao sei exatamente a distancia, mas eh tal qual o pedaco de chao que separa Recife de Joao Pessoa, para vcs terem uma ideia.
Eh a cidade imperial, que abriga aquele museu conhecido, que fica na casa onde moraram Dom Pedro I, II, a princesa Isabel, o Conde D'eu (marido dela), Tereza Cristina e toda essa galera da monarquia brasileira, importada diretamente de terras lusitanas.
O chao eh lustradissimo, gracas as pantufas que todos os visitantes devem encaixar nos sapatos, para nao fazer riscos plebeus no chao real.
Lah, alem de tapetes e quadros, instrumentos musicais (inclusive um tipo de piano que eh unico no mundo e perteceu a Imperatriz Tereza Cristina), tinha o berco de dois principes que morreram ainda pequenos (eu adorei os bercinhos, super "reais"), joias, camafeus, prataria, porcelanas, espelhos... ladrilhos...
Ahhhh, e, claro, a coroa de Dom Pedro II, toda de outro, perolas e esmeraldas, e a pena com a qual a princesa Isabel assinou a Lei Aurea.
Um lugar, sem duvidas, magico. Eu ficava olhando e imaginando como estaria aquele lugar na epoca em que era ocupado pela familia Real. Os quartos de dormir, cozinha e banheiros tb estao em seu estado original.

Depois, ainda em Petropolis, fui na Casa de Santos Dumont. Idealizada e construida por ele. Lah tem objetos pessoais, cartas, chapeus e a bandeira do Brasil que ele levava em seus triunfos.

Mais distante do centro da cidade, o Palacio de Cristal, que foi construido pela Princesa Isabel e o Conde D'Eu. Foi reinaugurado no segundo governo de Fernando Henrique. Me disseram que serve para recitais e outros tipos de apresentacoes culturais. Confesso que nao achei muita graca.

Hoje eu fui de novo a Niteroi, tentar conhecer o Museu da Imprensa Brasileira, unico no pais. Adivinhem? Estava FECHADO! Eu fiquei com tanta raiva que xinguei todos dos antepassados, de Gutemberg a Roberto Marinho, passando por Assis Chateaubriand!
O, RACA SAFADA ESSA!!
Hunf!

Para ninguem dizer que eu soh vivo em museus, hj a noite eu fui no ensaio da Unidos da Tijuca. Sambao bom!
E que fique registrado... eu NAO vou em baile funk!

Amanha, em caso de sol, irei na praia de Ipanema!

Tah tocando forro aqui agora... bateu saudades de casa!

Cheiro pra todos!

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

SVC = Sociedade Viva Cazuza

Não, Bruno. SVC não significa "sovaco". Quer dizer Sociedade Viva Cazuza. Ontem eu passei a tarde lá, com a tia de Cazuza, Dona Clarinha, fazendo pesquisa na montanha de pastas com material que saiu sobre ele e o Barão Vermelho nos jornais e revistas. Tarde muito agradável, já que Dona Clarinha é uma pessoa muito simpática, tal qual Dona Lucinha.
Comprei muitas camisas!

Hoje acordei meio sem inspiração para inventar um passeio. Mas garanto, Bruno, que irei ao Maracanã, nem que seja para filmar e vc ver depois.

Além no "Maraca", ainda faltam alguns museus e mais uma caminhada nas praias e nos bairros da zona sul (Copacabana, Ipanema e Leblon).

O povo do Albergue quer sair pra "zoar" no fim de semana, mas se for em algum baile funk, tô fora!

Bem... acho que vou indo. Vou arrumar alguma coisa pra fazer!

Mtas saudades de todos!
beijos!

domingo, 21 de janeiro de 2007

Cristo Redentor


"Estranho o teu Cristo, Rio
Que olha tao longe, alem
Com os bracos sempre abertos
Mas sem proteger ninguem"


Finalmente eu fui ao Cristo Redentor. Aproveitei um raro diazinho de SOL aqui e corri pra lah. Eh simplesmente LIN-DO!!! O calor tava de rachar, direto na cabeca, torrando o meu juizo (que jah nao eh essas coisas todas) mas eu fiquei lah, cantarolando essa musica aih de cima ("Um Trem pras Estrelas", de Cazuza e Gilberto Gil).
Ah, devo registrar que TUDO aqui eh mt caro. O passeiozinho aih, custa R$ 36,00. Brinque nao, viu? Imagine o que nao sofre a pobre mochileira aqui? Isso responde a sua pergunta, Bruno. Eu estou tento que usar as minhas reservas adiposas para aguentar as andancas e o calor. Peguei uma gripe triste e to rouca. Ok, gente, mas eu to viva!

Ontem foi o show de Rita Lee, lah na frente do Copacabana Palace, em comemoracao ao dia de Sao Sebastiao, padroeiro do Rio. Mt legal o show!

Hj eu fui ao MAC (Museu de Arte Contemporanea) lah em Niteroi (eh aquele museu que parece um "disco voador", projetado com Oscar Niemeyer. VaKa, eu soh me lembrei de tu!!!
Estou me saindo uma grande ratazana de museu. Fico cascavilhando tudo!!!
Depois voltei pro Rio de barco. Registre-se que a ponte Rio-Niteroi eh IMEEEENSA!!

Aproveitando o sol carioca, fui no final da tarde para o Pao de Acucar. Mas aih o sol deu uma de baiano e resolveu se esconder. Resultado... um frio danado, vento de carregar um e um ceu nublado. Mas nao tem problema nao, fora o bondinho, que balancou um bocado e me fez lembrar que eu MORRO de medo de altura, eu tirei uma foto massa do Cristo no meio de um monte de nuvens.

No meio daquela imensidao de agua e beleza, os pensamentos sao os melhores possiveis. E por eles passam as melhores pessoas possiveis!

Recife que me perdoe, mas o Rio eh a coisa mais linda que eu jah vi.

Amanha tem mais SVC!

Gente, morrendo de saudades de vcs!
Beijinho!

ps. Essa foto aih fui EU quem tirou!!! Uhu!!!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Uma imagem vale mais...

[foto]

Ah, gente. Descobri como eh que posta foto aqui nesse pc-et.
Entrevistei Dona Lucinha Araujo ontem. Pela minha cara aih, nao preciso dizer mais nada, neh??
Pessoa ma-ra-vi-lho-sa!! E eu JURO que nao eh babacao (babassao) de fa carente nao!

Beijo para todos!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

As ruas do Leblon

(Atendendo ao pedido de Bruno, vou prestar mais atencao ao portugues e suas concordancias. Mas lembrem que nao tenho acesso a acentos aqui. Ok, vamos lah!)

Hoje eu andei pelo Leblon. Uma coisa chique, de ficar vendo lojas e tal. Nao eh o tipo de programa que eu queria fazer aqui no Rio, mas fui conversar com pouco com Nara e a amiga dela, Roseane, entao acabou sendo legal. Fomos ver um filme numa casa de cultura, chamado O Ceu de Sueli. Interessante... gravado no Nordeste, ele trazia uma musicas de brega na sonoplastia e o sotaque bem familiar, que ha tempos nao escuto (exatos 12 dias).

Sai do cinema depois das 21h e me vi no meio do Leblon, sem saber para onde ir. Enfim, peguei o onibus e, SEM ME PERDER, acabei chegando no albergue. Mas, como comigo sempre tem q ter um extra, jah que nao me perdi, acabei tomando chuva! Maravilha (hunf).

A entrevista com a mae de Cazuza foi atencipada. Quando vi o email, pensei que ela fosse cancelar, mas remarcou para quarta-feira, dia 17. Desejem-me sorte!!

Caraca. Fiz uma lista de museus e outras coisas que quero ver! Ficou td certinho para todos os dias e minha mae inventou que eu vah visitar uma tia-avo minha... faz graça, neh?? (Obaaaa, achei o cedilha!!!)

Bem, vejamos:
- Cristo redentor
- Pao de Açucar
- Museu Carmen Miranda
- Museu da Imagem e do Som
- Museu da Imprensa Brasileira
- Museu de Arte Contemporanea
- Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
- Museu do Indio
- Museu Historico Nacional
- Museu Villa-Lobos
- Centro Tom Jobim (tentei ontem, mas estava fechado)
- Floresta da Tijuca
- Igreja da Candelaria (essa eu vi do onibus ontem)
- Maracana
- Museu de Arte Moderna
- Centro Luiz Gonzaga de Tradicoes Nordestinas (OK)
- Pizzaria Guanabara
- Posto 9 de Ipanema
- Toca do Vinicius (de novo)
- Lapa

Espero conseguir ver tudo e nao chegar em casa e descobrir que esqueci de algo!

Enfim. Ficar sozinha dah mais significado aos amigos... se eh q vcs me entendem! Mas eu tenho pensado mt e tvz isso seja bom.
Beijos a todos!